quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A força e o poder que existe dentro de nós

Os estudiosos das ciências das religiões, em grande maioria, sintetizam suas crenças na ritualística. A cultura indígena através de seus rituais celebram suas festividades e homenageiam seus deuses através da repetição de danças, músicas, comidas entre outros.

Na igreja católica, não é diferente, os sacerdotes, revestidos pela ordenança que lhe é incumbida pelo sacramento da ordem, repetem sucessíveis e incansáveis vezes seus rituais, estamos acostumados com as missas, batizados, casamentos etc; isso em nada se difere com o que os índios em sua essência, fazem nas aldeias, os espiritas em suas reuniões, os ubandistas em seus terreiros, os evangélicos em seus templos, os sem religião em seu próprio eu interior.

Esses rituais embora quando essa terminologia ``ritual`` é utilizada a tendência é ser levada para o lado pejorativo, e possa soar de modo estranho aos ouvidos, não passam de mecanismos que o homem encontrou para estabelecer suas crenças; e isso absolutamente não tende a se tratar apenas de religião; trata-se de vida.

Somos ladeados por rituais e passagens desde o nascimento, e em uma análise aprofundada  no que diz respeito a maioria das rotinas, o que é senão um ritual, o acordar pela manhã, o banho, o sentar-se a mesa para comer, trabalhar...

Para as crianças em idade escolar e para os adultos que se enquadram nesse quesito, seja pela, manhã, tarde ou noite, é também um ritual ir ao colégio ou faculdade.

A famosa ``rotina`` a qual tanto se reclama, se queixa ou maldiz, em momentos considerados difíceis, torna-se aliada incontestável, na conquista de nossos próprios objetivos. É uma estaca.

Vejamos que algumas pessoas, aquelas consideradas socialmente, desocupadas, e que vivem sem a ``egrégora`` da rotina, tem suas vidas em grande parte dos casos, bagunçadas nos aspectos pessoal, profissional, financeiro, amoroso; e assim quando convém a intervenção de algum especialista para persuadir sobre esse indivíduo, nada mais é feito do que inserí-lo num contexto padronizado da sociedade e pseudo-organizar sua vida, em uma rotina especulada por muitos como ``normal``.

Logo, despir-se das pré-conceituações sociais trará a luz para enxergar, e ainda mais, apreciar a força e o poder que os rituais  possuem em nossas vidas.

A real valorização das coisas simples nos fará perceber o quão efêmeras e passageiras são as coisas e as situações pelas quais passamos ao longo dos anos. Sentir verdadeiramente as sensações proporcionadas pelos mais simples gestos que presenciamos ao longo de um dia comum nos torna mais humanos, sinceros e libertos.

Descobrir o que o mais profundo de nossas almas deseja, é o primeiro passo para objetivarmos nossas próprias vidas e lutarmos pelos nossos sonhos e ideais. Apreciar a beleza de um pôr do sol ou do cair de uma chuva, tornando esse pequeno momento profundo e especial nos dias atuais é uma conquista para poucos.

Manter um estado de espirito harmonioso, mesmo em momentos de tensão é um aprendizado na mesma proporção de que é um ensinamento de vida.

Os rituais são proporcionalmente mais fortes e poderosos a medida que se repetem e tornam-se um ``hábito``. A benção de uma mãe, quando o filho sai de casa, a prece que se faz ao adormecer; os constantes pensamentos positivos e a energia emanada em uma onda de amor; tudo isso se propaga no infinito como uma onda no mar.

E talvez, através da compreensão da sutileza das ritualísticas em seus diversos aspectos no mundo, e a força absurdamente grandiosa que essa energia emana em nossas almas; possamos também compreender nossa própria energia e força pessoal que é capaz de mudar e transmutar nosso mundo interior quando verdadeiramente conectados com a mais pura e sublime energia e fonte criadora superior!

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