quarta-feira, 17 de abril de 2013

Onde estão os revolucionários????

Dia desses uma ação Nacional para mais de 10 Estados do nosso Brasil, e conjunta do Ministério Público, da polícia e demais orgãos competentes ao caso, deflagraram a operação contra a corrupção. 

Aqui em Porto velho, intitulada de operação  ``Luminus``, cujo nome brilhantemente escolhido, talvez sugerisse alguma coisa que fosse ``iluminar ``o sombrio e decadente cenário político da capital, que infelizmente só aparece no cenário nacional por motivos escandalosos.

Era o que eu, voce e talvez a população de Rondônia, esperávamos ansiosamente. Bom, se alguém nao ouviu falar sobre a tal operacao vou resumir bem rapidinho: a investigação se deu contra a Emdur e a Prefeitura da capital a fim de averiguar supostos desvios do dinheiro público que teoricamente deveriam ser destinados a iluminação  entre outros; os desvios da verba das nossas contribuições ao erário, chegaram as margens dos mais de 20 milhões de reais.

As figuras públicas do ex-prefeito Roberto Sobrinho e do ex-presidente da Emdur Mario Sergio e alguns outros menos conhecidos, tiveram suas prisões decretadas, o que gerou uma ligeira e breve surpresa a toda a mídia local e população.

Ocorre meus queridos leitores, que as respectivas prisões dessas figuras públicas duraram menos de 48 horas, e nesse caso devo parabenizar o excelente e eficaz exercício legal da profissão de advogado do procurador em questão que dissolveu o impasse jurídico em velocidade indiscutível.

Gostaria de pontuar alguns aspectos que eu na minha insignificante indignação de neofita da academia jornalística  julgo importantes: tenho total convicção como bacharel em direito, que o MP demorou bem mais de 48 horas para investigar toda essa ``suposta`` roubalheira, e tenho mais certeza ainda, que os Procuradores do referido orgão tiveram provas suficientes da materialidade dos fatos para que dessa maneira pudessem ``ousar`` solicitar a prisão das referidas figuras públicas já citadas no presente texto.

Massssss, (sempre existe alguns MAS) no país que vivemos onde o MC Curinga (nao é nada pessoal) que cantarola em batida animada de funk, que quer ver a menina descer até o chão e ver o ``bumbum``mexer... convenhamos que se esse tipo de música, ou tantos outros sertanejos da ``putaria``e do escrachado cunho sexual de suas letras, sao o ápice do SUCESSO, não podemos esperar muita coisa.

Quando eu falo de indignação  eu gostaria sinceramente que alguém concordasse comigo e aderisse ao meu clamor (mesmo que pela minha covardia, seja apenas virtual).

Será possível no Brasil, que nao existam pessoas indignadas com nossa realidade social? Onde foram parar os revolucionarios? 

Essa acomodação, social e politica precisa acabar URGENTEMENTE!

Precisamos tocar fogo? Jogar Bombas? Ou seria o caso de ORGANIZAR uma quantidade de pessoas suficiente para reivindicar e reclamar dos nossos problemas?

Estamos tao acostumados a ver desgraça nos meios midiáticos, que nada mais nos comove enquanto seres humanos que somos?

Ou será que estamos perdendo a essência humana e nos tornando essencialmente seres desumanos, corruptos, imorais e ordinários ao ponto de nos mantermos inertes e mórbidos a tudo que nos acontece?

Pode até ser um pensamento forte ou dramático demais, mas procurem entender a intenção do meu raciocinio, no Afeganistão  por exemplo, a maior parte das pessoas independentemente de estarem certas ou erradas (esse nao é o merito da questão , ESCOLHEM E LUTAM por alguma coisa que acreditam....

Nao seria o momento de escolhermos um lado desse jogo sórdido? Eu sozinha nao consigo nada absolutamente, meu grito, nada mais é do que um miado fino e baixinho sem repercussão nenhuma, senão tiver a força da coletividade....

Ninguém é nada sozinho.... ninguém faz nada sozinho em lugar nenhum... nem para ``roubar``se rouba sozinho...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Breve Comentário sobre a Tragédia de Santa Maria

Em um país que valoriza mais a bunda que a inteligencia e onde os contrastes sociais gritam a cada esquina que passamos, penso ser necessário, em caráter emergencial, refletirmos um pouco mais sobre a vida, nosso cotidiano, sobre os fatos mais simples e comuns que vemos todos os dias.

É público e notório que vivemos um momento de acomodação social, com a virtualização das relações. Esse processo tem causado uma morbidez absurda, nos tornando cada vez mais de maneira contraditória aos avanços tecnológicos, seres humanos obsoletos e ultrapassados.

As redes virtuais escancaram a mais vexatória exposição superficial e vulgar do ser humano. Homens e mulheres em sua grande maioria, porque também não da pra generalizar, ''postam'',  ``compartilham``, ``curtem`` e ``comentam``  textos redigidos de modo ofensivo a língua portuguesa, fotos de corpos sarados e visualmente suscetíveis aos desejos da mais pura e grosseira lascívia, milhares de coisas sem conteúdo.

A falta de contexto me irrita algumas vezes. E a falta de amor também.

Vivemos contudo, simultaneamente, a ''era'' da normalização do anormal. É normal meninas menores de idade, expondo seus corpos tal como um pedaço de carne na vitrine de um açougue (na mesma idade eu era virgem e brincava de boneca).

É normal o bonitão da balada comentar aquela letra da musica sertaneja da moda completamente vazia de conteúdo, que a cada estrofe (se isso não for ofender os grandes compositores) só faz apologia ao sexo, sem compromisso, sem segurança e sem amor.

É normal falar sobre a banalização do sexo... tudo é normal, e nada infelizmente escandaliza.

Vejam meus queridos leitores, em momento algum estou sendo falsa moralista ou fazendo apologia a caretice. Eu tenho e uso o Facebook,  escuto e gosto de musica sertaneja, frequento baladas e adoro conversar sobre sexo com os meus amigos.

Me refiro ao assunto dessa maneira, ressaltando a necessidade de discutirmos, conversarmos e valorizarmos temas mais importantes e relevantes para a sociedade.

Talvez eu esteja tentando em um momento introdutório registrar meus pensamentos quanto a essa necessidade de discutirmos assuntos obviamente mais importantes do que meramente a superficialidade da futilidade.


É NORMAL, depois da tragédia de Santa Maria por exemplo, comentarmos nossa indignação no Facebook,  no twitter, nos programas de televisão... e essa falação toda não ultrapassa as barreiras dos nossos tímpanos, ou no máximo das telas dos computadores. Um grande engodo, porque as coisas, os assuntos, não passam do ''frisson'' do momento.

A Presidente desprograma sua viagem, visita a cidade e declara luto oficial, assim como o Governador também o faz (é claro que se isentando de qualquer responsabilidade sobre o acontecido). Os vereadores exigem a inspeção de todas as casas noturnas do país. As casas noturnas emitem notas a imprensa informando que vão fechar suas portas para se adequarem  as normas (que já eram previstas a muito tempo). Praticamente na semana seguinte nao houve baladas no Brasil. Bonito??? Naoooooo!!!! Eles não fazem mais do que suas respectivas obrigações meus queridos.

As proporções estão invertidas, os pesos e medidas também. No entanto, nós enquanto sociedade estamos absurda e demasiadamente acomodados, não temos voz, forca pra lutar, estamos em COMA. Um coma social e estrutural que precisa urgentemente mudar. Precisamos despertar.

Em um lapso de sanidade e choque de realidade, penso: PARA TUDO!!!! Meus queridos, se eu e você  não ''podemos'' ou melhor não tentamos mudar, quem poderá faze-lo??? Quem poderá nos ajudar??? O Chapolim Colorado eu garanto que não. Ele não saíra das telinhas em nosso socorro.

É preciso uma conscientização maior, uma vontade espiritual do ``além``, para sairmos desse estado latente e que faz com que nosso querido país, com tantas virtudes se atole em corrupção e descaso dos nossos representantes (leia-se: fomos nós quem colocamos eles lá, exatamente onde estão).

Foi necessário o segundo maior incêndio com mortes do país e o terceiro do mundo acontecer para que nossas ``queridas autoridades`` começassem a olhar para a necessidade de fiscalização das casas noturnas e ainda uma nova adequação das reais condições desses estabelecimentos com a lei em vigor, e eu torno a repetir: NÃO FAZEM MAIS DO QUE SUAS OBRIGAÇÕES.

O culto a superficialidade, a promiscuidade, e aos valores mesquinhos precisa acabar, tanto quanto os vegetais precisam de luz para realizar a fotossíntese.

Precisamos dar um basta nos problemas sociais, precisamos de fato meter a boca no trombone e reclamar todos os dias, o tanto quanto for necessário  por quanto tempo for necessário, para assim modificarmos nossa própria realidade, a das nossas cidades, e a do nosso pais, e a do mundo.... Utilizar todos os meios possíveis e impossíveis para fazê-lo.

Pode até soar utópico ou sonhador... alguém tem alguma ideia diferente???? Fazendo uma breve e superficial consulta aos fatos históricos... é bem por ai.

Não sei como finalizar esse texto... gostaria que ele provocasse indignação e vontade de mudança....